
Febre, dor de cabeça intensa, náusea e diarreia marcam o quadro clínico da Oropouche. Por serem sinais muito parecidos com os de outras arboviroses, como a dengue, a identificação correta depende de exames laboratoriais específicos. Após a confirmação do primeiro caso em Anápolis, a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim, reforçou que a atenção deve ser redobrada, já que a doença não possui um medicamento exclusivo para o combate ao vírus.
A grande preocupação das autoridades de saúde em relação à Oropouche é a sua semelhança com a dengue, o que pode confundir o diagnóstico inicial. No entanto, o vírus apresenta uma característica marcante chamada recidiva. “O que a gente vê de diferente é que ela tem uma chance de reincidência. A pessoa tem o período de doença, os sintomas passam, mas em uma ou duas semanas eles voltam”, esclareceu Flúvia Amorim. Segundo a subsecretária, essa condição ocorre em cerca de 60% dos infectados.

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Como não existe vacina ou antiviral específico para a febre Oropouche, o manejo do paciente foca no repouso e na hidratação. A orientação da SES-GO é que, ao notar os primeiros sinais, o cidadão procure uma unidade de saúde e informe se houve exposição a áreas com presença do mosquito maruim (ou mosquito-pólvora).
Diferente do Aedes aegypti, o transmissor da Oropouche se reproduz em matéria orgânica, como restos de frutas e folhas úmidas. Por isso, a limpeza dos quintais torna-se a principal arma de prevenção. “Orientamos usar roupa de manga comprida e evitar exposição nos horários de amanhecer e entardecer”, recomendou Flúvia, lembrando que o uso de repelentes ainda é indicado para evitar a picada de outros vetores que circulam simultaneamente no estado.
Por Mais Goiás





