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MPGO denuncia coronel Edson Raiado e tenente-coronel por morte de ex-piloto do PCC

Órgão afirma que vítimas não reagiram e foram executadas

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MPGO denuncia coronel Edson Raiado e tenente-coronel por morte de ex-piloto do PCC

O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o coronel da Polícia Militar (PM) Edson Luís Souza Melo Rocha, o Edson Raiado, e o tenente-coronel da corporação Renyson Castanheira Silva pelas mortes do piloto Felipe Ramos Morais e dos mecânicos de aeronaves Nathan Moreira Cavalcante e Paulo Ricardo Pereira Bueno. O caso aconteceu em fevereiro de 2023, em Abadia de Goiás. Já a denúncia foi feita na terça-feira (28).

Felipe era um dos pilotos da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele estava jurado de morte por delatar lideranças, além de colaborar como informante da Polícia Federal (PF) e ajudar na apreensão de ativos financeiros do grupo.

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À época, o então major Castanheira disse que a população fez a denúncia de que nas imediações da cidade havia um local utilizado para o tráfico por meio de aeronaves. Duas equipes do Comando de Operações do Cerrado (COD), com quatro agentes cada, foram ao ponto e, ao chegarem, foram “recebidas com tiros” e reagiram. “Quando nos aproximamos, houve o confronto”, disse ele.

Já o Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial, na Segurança Pública e no Sistema Prisional (Gaesp) do MPGO, afirmou que as vítimas não reagiram. “Ao ingressarem no terreno, os denunciados depararam-se com as vítimas Felipe, Nathan e Paulo nas proximidades de três aeronaves e de um veículo VW Amarok. Ato contínuo, sem que houvesse qualquer agressão prévia por parte dos ofendidos, os denunciados passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo contra eles, notadamente pelas costas, após o que os três vieram a óbito no local”, narrou o órgão.

Helicópteros apreendidos pela PM em Abadia estavam no nome do ex-piloto do PCC
Felipe Morais (Foto: Divulgação)

Segundo o MP, a prova técnica contradiz a versão de confronto. “Após a execução das vítimas, visando garantir a impunidade pelos crimes de homicídio e forjar uma simulada excludente de ilicitude, os denunciados alteraram a cena do crime”, continua a denúncia. Os promotores afirmam que os militares recolheram 12 dos 15 estojos deflagrados por suas armas e movimentaram os corpos do local original.

“Ademais, as armas de fogo que os denunciados alegam pertencer às vítimas foram encontradas com capacidade máxima de munição, indicando que sequer foram disparadas, bem como estavam dispostas no banco traseiro da camionete, longe dos corpos das vítimas. Ainda, registra-se que não foram encontrados resíduos indicativos de disparos de arma de fogo nas vítimas, nem foi encontrado nenhum estojo de disparo efetuado por suas supostas armas.”

Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa dos policiais. Caso haja interesse, o espaço segue aberto.

Por Mais Goiás

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