
Em entrevista ao jornalista Diogo Luz, do Mais Goiás, na manhã desta quinta-feira (14), o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou que não vai se sentar para negociar com professores e servidores administrativos da Secretaria Municipal de Educação enquanto a categoria estiver em greve. A paralisação foi deflagrada no dia 12 de maio, depois de ter sido deliberada em assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintego) cinco dias antes.
“Nós não fazemos acordo com gente em greve. Não negociamos durante a greve, não negociamos com grevista. Quando voltarem para trabalhar a gente senta [para negociar]. Essa vereadora Ludymila [ Ludmylla Morais, também presidente do Sintego] sabia o que estamos fazendo, dos investimentos programados, e fez a greve mesmo assim por uma questão política”, disse o prefeito.
O desembargador Maurício Porfírio Rosa, do Tribunal de Justiça de Goiás, determinou que, enquanto a greve estiver em andamento, pelo menos 70% dos servidores administrativos da Educação continuem no exercício de suas atividades. A prefeitura havia pedido proibição integral à greve, mas o desembargador negou o pleito.

Entre as principais reivindicações estão o plano de carreira dos administrativos, o pagamento das progressões, o reajuste do piso salarial dos professores, a data-base e a aplicação das leis do descongela e do enquadramento.
“Os administrativos são um problema que a gente reconhece que existe. Nós estamos estudando [uma solução], mas estamos tendo muita dificuldade para aumentar ainda mais as folhas de pagamento. O município está muito próximo do que se pode gastar hoje com folha salarial”, afirmou Mabel na entrevista ao Mais Goiás.
Investimentos em educação
O prefeito afirma que herdou um cenário de déficit de 10 mil crianças na lista de espera para a educação infantil, escolas e creches com estruturas precárias, algumas com mais de 40 anos sem reforma geral, e falta de servidores. Hoje, segundo ele, não há mais nenhuma criança sem acesso a creche.
A administração municipal afirma que, em 2025, destinou 25,31% do orçamento à educação, acima do mínimo constitucional de 25%, com R$ 1,7 bilhão aplicados na folha de pagamento. Ressalta também que cumpriu o piso salarial nacional dos professores e a data-base dos servidores administrativos.
Além disso, a gestão Mabel informa que encaminhou R$ 222 milhões diretamente às unidades escolares, adquiriu lousas eletrônicas para todas elas e concedeu auxílio de R$ 850 aos administrativos em julho, totalizando R$ 5,2 milhões.
Por Mais Goiás





