Caiado e Kassab: a chapa que transforma candidatura em máquina política – Blog Folha do Comercio

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Caiado e Kassab: a chapa que transforma candidatura em máquina política

A escolha de Gilberto Kassab como vice de Ronaldo Caiado não é apenas uma composição partidária. É um movimento de força. Ao trazer para sua chapa o presidente nacional do PSD, Caiado deixa de ser apenas um governador bem avaliado tentando disputar espaço no cenário nacional e passa a liderar uma candidatura com estrutura, capilaridade e musculatura política real.

de admin

Kassab não chega sozinho. Ele traz consigo uma das maiores redes políticas do Brasil. O PSD é hoje uma das legendas mais fortes no campo municipalista, com presença expressiva em prefeituras, câmaras municipais, governos estaduais e articulações regionais. Em uma eleição presidencial, isso pesa. E pesa muito.

Enquanto alguns candidatos apostam apenas em redes sociais, discursos inflamados e militância ideológica, Caiado se movimenta pelo caminho mais tradicional e eficiente da política brasileira: a construção de base. Prefeitos, vereadores, lideranças locais e máquinas municipais continuam sendo peças decisivas em uma campanha nacional. São eles que conhecem o eleitor pelo nome, que organizam palanques, que movimentam regiões inteiras e que dão presença real ao candidato onde a internet nem sempre chega com força.

A chegada de Kassab muda o tamanho da candidatura de Caiado. O governador de Goiás já tinha discurso, currículo administrativo e identidade própria. Agora, passa a ter também engrenagem nacional. É a diferença entre disputar uma eleição apenas com intenção e disputar com estrutura.

Esse movimento também pressiona diretamente Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo. Até aqui, parte da direita parecia acreditar que bastaria carregar o sobrenome Bolsonaro para herdar automaticamente o espólio eleitoral do ex-presidente. Mas a política não funciona apenas no grito. Funciona também na articulação, no território, na conversa com prefeitos, na composição com partidos e na capacidade de oferecer segurança aos grupos que querem poder, mas também querem governabilidade.

Caiado, ao lado de Kassab, manda um recado claro: não pretende ser coadjuvante. Quer disputar o comando da direita, ocupar o centro da mesa e mostrar que existe vida política fora da dependência direta do bolsonarismo.

Kassab representa pragmatismo, articulação e poder de costura. Caiado representa autoridade, gestão e discurso firme. Juntos, formam uma chapa que pode falar com o eleitor conservador, com o centro político, com prefeitos, empresários, produtores rurais e lideranças regionais que buscam uma alternativa competitiva e menos presa ao radicalismo.

É cedo para dizer até onde essa composição chegará. Mas uma coisa já está clara: com Kassab na vice, Caiado deixou de ser apenas uma candidatura em construção. Passou a ser um projeto nacional com estrutura de poder.

E em política, estrutura não ganha eleição sozinha. Mas sem ela, quase ninguém chega ao segundo turno.

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