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Terras raras: Serra Verde rebate Governo Federal e garante que não exporta minério bruto de Minaçu

Acordo de fornecimento por 15 anos com preços garantidos blinda operação no Norte de Goiás contra concorrência asiática

de admin

Imagem da mineradora

Serra Verde disse ao Mais Goiás que, ao contrário do que sugeriu o Ministério do Desenvolvimento (MDIC), a mineradora não exporta minério bruto a partir de sua operação em Minaçu. A companhia detalhou que transforma o material em Carbonato Misto de Terras Raras — um produto intermediário de alto valor agregado — antes do envio ao mercado externo, mantendo no Estado uma etapa crucial da industrialização de minerais críticos.

A manifestação da mineradora ocorre após o ministro Márcio Elias Rosa defender que o Brasil não deve cometer o “equívoco” de ser apenas um exportador de matéria-prima. No entanto, segundo a Serra Verde, a operação goiana já utiliza tecnologia de troca iônica para beneficiar a argila localmente. “A Serra Verde não exporta matéria-prima bruta”, reforçou a empresa, destacando que esse processo garante que o valor agregado da produção gere impactos econômicos reais no território goiano.

A operação em Minaçu é estratégica por abrigar o único depósito de argila iônica em atividade fora da China, país que detém o monopólio quase total do setor. A integração da Serra Verde com a norte-americana USA Rare Earth, prevista para o terceiro trimestre de 2026, é vista como um passo decisivo para criar uma cadeia de suprimentos independente do mercado chinês. A mineradora assegura que a transição não alterará as prioridades operacionais nem o foco na extração sustentável no Norte de Goiás.

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Vantagem tecnológica e investimento

A jazida de Pela Ema permite um processamento mais limpo e barato do que a mineração convencional de rocha dura. Para ampliar a produção para 6,4 mil toneladas até 2027, a Serra Verde conta com um financiamento de US$ 565 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) do governo dos Estados Unidos.

Além do aporte bilionário, a companhia firmou um acordo de fornecimento de 15 anos com preços mínimos garantidos. A estratégia blinda a unidade goiana contra as oscilações de preço do mercado internacional e assegura a manutenção de investimentos e empregos na região, mesmo durante a mudança de controle societário.

Futuro em Minaçu

Com todas as licenças necessárias para operar, a empresa reafirma que sua meta de expansão é realista. O foco estratégico segue no fornecimento de elementos como Disprósio e Térbio, minerais indispensáveis para as indústrias de defesa, aeroespacial e de veículos elétricos, consolidando Goiás como um polo global indispensável na rota de alta tecnologia do Ocidente.

Por Mais Goiás

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