Deputados de oposição ao governo Tarcísio de Freitas veem com ceticismo os pedidos protocolados na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) de cassação do mandato da deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP).
A parlamentar é alvo de de denúncias no Conselho de Ética por ter pintado o corpo com base para peles negras em protesto à escolha de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (18).
A prática, conhecida como blackface, é considerada racista.
O fato de a maioria dos 94 deputados, hoje, ser conservadora é um dos motivos para a impunidade, segundo os deputados Teonilio Barba e Donato, ambos do PT.
Outro ponto, segundo parlamentares, é que Fabiana é tida como do baixo clero e que, por ter atuação discreta, não reúne desafetos na Casa, inclusive dentro de sua base.
“Eu vejo com ceticismo. Ela comete crime e já tem o entendimento na Casa de que a parlamentar tem imunidade da palavra. Então, fica tudo bem cometer crime”, disse Paulo Fiorillo (PT).
Já o presidente da Alesp, André do Prado (PL), evita falar do assunto externamente, com expectativa de baixar a fervura na Casa. No entanto, Prado tem defendido a liberdade de manifestação que a deputada tem em plenário.
A Alesp afirmou em nota ao Painel que a Constituição ampara a manifestação dos deputados.
“A Constituição assegura que os parlamentares são invioláveis, civil e penalmente, por suas opiniões, palavras e votos, especialmente quando manifestados em plenário. Trata-se de garantia destinada a assegurar a liberdade necessária ao pleno exercício do mandato”, diz a nota.
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