Autor da ação que gerou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, o Partido Novo chamou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de “correta e corajosa”.
“Mostrou que as instituições ainda respiram em Brasília. Que o afastamento de Andrei Rodrigues seja apenas o começo do resgate da credibilidade da nossa Justiça”, diz o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro.
Em sua decisão, Mendonça cita duas peças protocoladas pelo partido: em 2 de setembro, pede o afastamento de Rodrigues. No dia seguinte, a prisão dele. Em ambas, cita relações próximas do diretor da PF com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O partido tem se notabilizado nos últimos meses por críticas ácidas ao ministro Alexandre de Moraes (STF) e aliados, entre os quais está Rodrigues. Um dos motes da campanha presidencial de Romeu Zema é a crítica aos “intocáveis” no STF e em outros Poderes.
“O Novo continuará usando todos os instrumentos jurídicos e políticos que estiverem à sua disposição. O momento é grave e a história não perdoará os omissos”, diz Ribeiro.
A legenda tem a expectativa de que o acirramento das críticas a Moraes ajudem a turbinar as intenções de voto de Zema, que por enquanto tem pontuado abaixo dos 5% nas pesquisas.
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