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Greve da educação não deve chegar ao fim antes de retorno de Mabel, avalia Sintego

"Nunca quisemos a greve, mas ela aconteceu por necessidade"

de admin

Greve da educação não deve chegar ao fim antes de retorno de Mabel, avalia Sintego

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Ludmylla Morais disse que a greve dos trabalhadores da Educação em Goiânia não deve chegar ao fim antes do retorno do prefeito Sandro Mabel (União Brasil). O gestor, que cumpre agenda no exterior, retorna no próximo sábado (16). Atualmente, ele é substituído pelo primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, Anselmo Pereira (MDB).

De fato, ela afirmou que ainda haverá uma mesa de conciliação determinada pela Justiça na tarde de segunda-feira (18). Na terça-feira (19), o Sintego realiza uma nova assembleia para apresentar uma proposta, caso haja, e decidir pela manutenção da greve ou adequação de novas mobilizações. “Até o momento, não há proposta. Então, não tem como encerrar”, afirmou.

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Segundo Ludmylla, a categoria tenta negociar há 1 ano e 5 meses e, até o momento, a única coisa que a prefeitura diz é que vai estudar as pautas. “Não dá para falar em terminar greve com estudo das propostas. Não vamos voltar com base em estudos, é preciso ter propostas”, enfatiza ao dizer que a Justiça tem ajudado a resolver o imbróglio.

“Nossa greve está forte, dentro da legalidade, e temos monitorado. Na quarta-feira, inclusive, tivemos uma decisão positiva. A prefeitura tentou nos silenciar, pedindo que não chamássemos pessoas para o movimento, e a Justiça indeferiu. Além disso, conseguimos a dilação do prazo para apresentar alguns documentos exigidos ao Judiciário”, destaca.

Sintego 1
(Foto: Sintego)

Cronograma

Durante a semana, de terça-feira até esta quinta, a categoria visitou escolas e conversou com os trabalhadores. “Temos pedido o apoio da categoria.” Nesta sexta-feira (15), haverá visita às feiras e terminais e um ato em frente ao Imas. No dia, também ocorrerá uma reunião com o prefeito em exercício Anselmo Pereira, que tem feito a mediação. “Nunca quisemos a greve, mas ela aconteceu por necessidade. A paciência da categoria acabou. Quanto mais a prefeitura insistir em não apresentar proposta, pior para a sociedade.”

A categoria pede melhorias na rede de ensino, valorização profissional com plano de carreira dos administrativos e data-base de 2026, além de inclusão escolar. O ato foi convocado após assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego).

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No primeiro dia, os manifestantes se concentraram no Cepal do Setor Sul e seguiram para percorrer regiões da capital, dialogando com trabalhadores da educação e com a comunidade escolar. A caminhada foi encerrada no Ministério Público de Goiás (MPGO), com o pedido de intervenção na rede de ensino, de acordo com o Sintego.

Mobilização de greve dos trabalhadores da educação de Goiânia
(Foto: Redes Sociais)

Na ocasião, o Sintego informou que está aberto para negociações com o Paço Municipal, a fim de encerrar a greve. O movimento deve seguir até o dia 19, com a mobilização nas redes de ensino e trabalhos de divulgação por meio de panfletagem. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que apenas 11% das unidades de ensino foram afetadas e que o direito de greve não é absoluto.

Nota da Secretaria Municipal de Educação:

“A Secretaria Municipal de Educação (SME) informa que acompanha o cumprimento da decisão liminar do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) sobre a paralisação anunciada pelo Sintego que determina a manutenção mínima de 70% dos servidores da educação em atividade, especialmente na Educação Infantil e nos serviços de alimentação escolar. Além da apresentação, em até 24 horas, de um plano de continuidade das atividades. Esse prazo vence às 12 horas desta terça-feira (12/5).

A liminar destaca ainda que o direito de greve não é absoluto e deve respeitar a continuidade dos serviços públicos e o interesse coletivo. O documento também proíbe atos que impeçam o funcionamento das escolas ou o acesso aos prédios públicos, sob pena de multa diária.

A SME reforça que apenas 11% das unidades educacionais tiveram suas atividades afetadas pela paralisação nesta terça-feira, mas que permanece aberta ao diálogo e às negociações com a categoria. A prioridade é garantir a continuidade das aulas e o atendimento aos estudantes da rede municipal.”

Por Mais Goiás

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