Mato alto no antigo Hospital Santa Genoveva atrai cobras e escorpiões, denunciam vizinhos – Blog Folha do Comercio

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Mato alto no antigo Hospital Santa Genoveva atrai cobras e escorpiões, denunciam vizinhos

Abandonado e tomado pelo mato, do antigo hospital saem cobras, escorpiões e aranhas. Moradores relatam medo e insegurança

de admin

Imagens registradas por moradores da região mostram cobra caputurada e local abandonado

Moradores do Setor Santa Genoveva denunciam o abandono do terreno onde funcionava o antigo Hospital Santa Genoveva, em Goiânia. A situação tem provocado preocupação com a saúde e a segurança pública na região. Tomada pelo mato alto e sem qualquer tipo de manutenção, a área passou a ser foco de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas, que frequentemente invadem condomínios vizinhos.

A falta de poda das árvores, de acordo com a comunidade local, também agrava o cenário. Galhos avançam sobre muros e estruturas de residências próximas, elevando o risco de danos materiais. O imóvel integra uma massa falida e está sob responsabilidade de uma administradora judiciária, a Crosara e França Advogados, mas, segundo os moradores, nenhuma providência prática foi adotada até o momento.

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Imagens enviadas à reportagem mostram o completo abandono da antiga unidade hospitalar, com registros de mato alto e estruturas deterioradas.

Veja como está o local:

Imagem registrada por um morador e enviada à reportagem do Mais Goiás (Foto: arquivo pessoal)

Dentre os vídeos, gravados por diferentes pessoas da região, é possível ver a entrada de um morador no local para resgatar um cachorro que havia caído na piscina do hospital desativado. O animal estava visivelmente exausto após horas tentando sair da água. Após o resgate, foram encontrados outros animais mortos dentro da piscina. Assista:

Proliferação de mosquitos-da-dengue

Em paralelo, a piscina representa ainda um ambiente propício para a proliferação do mosquito-da-dengue, aumentando o risco de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Outro ponto que gera apreensão é a circulação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e usuários de drogas no interior da estrutura abandonada.

Há também preocupação quanto à possibilidade de resíduos hospitalares ou até material radioativo ainda estarem no local, já que diversos equipamentos e pertences da antiga unidade de saúde, segundo moradores, permanecem amontoados dentro do prédio.

Fotos feitas por moradores mostram diferentes animais peçonhentos que saem do mato (Foto: Colagem)

“Certa vez o zelador conseguiu pegar uma cobra que saiu do mato. É impressionante o tamanho. As casas que fazem divisa com o muro do hospital vivem relatando aparecimento de escorpião, aranha e cobras. Já precisamos acionar os bombeiros para retirar esses animais”, relatou o subsíndico.

O terreno é extenso e abriga, além da estrutura principal do hospital, outros prédios menores que eram utilizados para diferentes finalidades.

Ao Mais Goiás, o subsíndico do condomínio Green Diamond, que conta com 77 casas, Fábio Moreira Camargo, disse que os responsáveis pela área já foram acionados, porém não apresentaram qualquer cronograma para limpeza do terreno ou manutenção da vegetação nas conversas anteriores.

Imagem registrada por morador mostra situação da estrutura interna (Foto: arquivo pessoal)

No entanto, em seu último contato, o subsíndico afirmou que o escritório de advocacia teria se comprometido a iniciar o serviço de roçagem na próxima quarta-feira (7/1). No texto, consta a informação de que foi contratada uma equipe para a prestação de serviço de limpeza da área. A mensagem acrescenta que os trabalhos terão início “no primeiro horário da manhã” da próxima quarta.

Além do escritório responsável pela massa falida, o Mais Goiás também procurou a prefeitura de Goiânia para falar sobre o assunto. Foram acionadas a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), bem como o Consórcio LimpaGyn. Até o momento, não houve retorno. O espaço seguirá aberto para manifestação de todos os envolvidos.

Por Mais Goiás

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