O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou ser cotado para assumir o comando do Ministério da Fazenda no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo (25), e disse que o seu mandato como chefe da autoridade monetária vai até o fim de 2028.
“Não é que estou sendo cotado. Na verdade, o que as matérias fizeram foi fazer algumas perguntas, e algumas pessoas de mercado comentaram meu nome. Não existe eu estar sendo cotado, nada disso relativo à Fazenda”, afirmou.
“Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que eu estou. Adoro meu emprego, apesar dos desafios. […] Não tem nada mais legal do que poder estar no Banco Central do Brasil. Meu mandato vai até o final de 2028 e já estou começando a ficar agoniado com medidas que a gente solta e ficam um pouco mais longe. Estou muito contente aqui, estou feliz aqui”, complementou.
Não houve até agora nenhuma decisão de Lula. Como mostrou a Folha, o presidente sinalizou a aliados que pode indicar o governador do Piauí, Rafael Fonteles, para a Fazenda. O vice-presidente Geraldo Alckmin também é citado para a função. Ambos são nomes de confiança do presidente e alinhados à sua agenda.
Os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Renan Filho (MDB-AL), dois ex-ministros de Lula, também aparecem entre os cotados, e não se descarta até um nome de mercado.
