O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou na quarta-feira (14) um vídeo produzido com inteligência artificial que mostra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em uma piscina enquanto atira para o alto com dois fuzis.
O vídeo de 37 segundos foi postado em uma conta secundária de Nikolas no Instagram e replicado no story do perfil principal do parlamentar mineiro.
Na primeira cena, o presidenciável aparece no teto solar de um carro tomando espumante de uma garrafa, arremessando o objeto e atirando para cima com uma pistola. Flávio também é retratado fazendo um disparo com um lançador de granada propelida a foguete em campo aberto.
O presidenciável aparece ao lado do deputado mineiro em imagens que remetem a filmes de ação. Uma delas simula os políticos percorrendo um túnel em alta velocidade com um veículo esportivo. Em outra, Flávio pilota e empina uma moto com Nikolas na garupa.
Em tom de comemoração, a legenda do vídeo diz “O show vai começar!!! Vai dar 22”, enquanto um dos quadros mostra o senador em uma festa, com um casaco branco de pele e correntes no pescoço.
No final, o vídeo reproduz o rosto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com expressão de surpresa, seguido por uma cena de Flávio de óculos escuros em um palco, sob luzes e efeitos pirotécnicos, com a faixa presidencial.
O candidato do PL afirma que, caso vença o presidente Lula (PT) e seja eleito, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tramar um golpe de Estado, e receberá dele a faixa.
O ex-presidente Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e, na terça-feira (13), recebeu a visita de Flávio após autorização do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Uma das principais promessas de campanha do candidato do PL é conceder indulto presidencial ao pai. No início do mês, a Folha mostrou que o ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao cargo, quer julgar logo após o segundo turno a ação que pede a soltura do ex-presidente.
Se isso não ocorrer até janeiro, o senador —caso eleito— deve apostar no indulto. Especialistas ouvidos pela Folha apontam, contudo, que é altamente improvável que haja tempo hábil para isso e afirmam que, mesmo que o perdão presidencial sobreviva a questionamentos no STF, Jair Bolsonaro permaneceria inelegível.
