
A Justiça absolveu dois policiais militares acusados de envolvimento com a morte de um PM em 2021, em uma distribuidora de bebidas na Vila Aurora (em Goiânia). O juiz entendeu que os policiais agiram em legítima defesa. Segundo a sentença, os acusados usaram os meios necessários para conter uma agressão injusta e iminente.
De acordo com o inquérito, os acusados Jonathan Pereira e Júnior Cândido estavam de folga. Júnio foi ao banheiro em um bar vizinho do local do crime e, neste momento, disse que viu Cleidson Araújo aparentemente bêbado, agressivo e apontando um revólver para as pessoas.
Júnior e Jonathan resolveram fazer uma abordagem. De acordo com o processo, os acusados se identificaram como policiais e deram ordem de parada, mas Cleidson reagiu sacando a arma da cintura e apontando para os PMs. Por isso, Jonathan afirmou que deu dois tiros. Cleidson foi atingido na barriga e no braço. Ficou internado e morreu quase um mês depois do crime.
- Justiça absolve PM que baleou pai e filho durante briga em bar de Goiânia
A defesa de Jonathan Pereira afirmou ao Jornal Anhanguera que não houve crime, mas uma reação em legítima defesa diante da ameaça. Segundo os advogados, o próprio Ministério Público foi favorável ao argumento de que o policial agiu dentro da lei. Os advogados disseram que a decisão considerou que a vítima, Cleidson, sacou a arma durante a abordagem.
A defesa de Júnior Cândido, por sua vez, afirmou que recebeu com tranquilidade a decisão e que ficou comprovado que o policial não atirou, apenas fez a abordagem a um homem armado e bêbado. A defesa também destacou que o Ministério Público pediu a absolvição, e lamentou a morte do policial militar.
Por Mais Goiás





