O PL do senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o senador Cleitinho (Republicanos-MG), que lidera as pesquisas para o Governo de Minas Gerais, fecharam um acordo de apoio mútuo nesta terça-feira (12).
A futura aliança ainda depende, porém, da definição por parte de Cleitinho se ele será ou não candidato, algo que o PL espera que aconteça até o próximo dia 1º. Flávio terá eventos de pré-campanha em Minas Gerais nos primeiros dias de junho e, por isso, gostaria de ter seu palanque no estado definido até lá.
Caso Cleitinho seja candidato, o PL pretende indicar um nome do partido para integrar a chapa como vice. Mas, se decidir não concorrer, o senador já se comprometeu a apoiar o candidato do PL e talvez até indicar um vice da sua preferência.
Nesse segundo cenário, o PL trabalha com duas opções de nomes do partido para lançar em Minas Gerais, o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.
Com isso, o PL não deve apoiar o atual governador Mateus Simões (PSD) em busca da reeleição, algo que era cogitado até então. A avaliação no partido é a de que Simões já está comprometido com outros dois presidenciáveis, o que faria sua aliança com Flávio e o PL acabar dividida em um estado considerado crucial.
Simões já tem em seu palanque o pré-candidato do seu partido, Ronaldo Caiado, e o ex-governador Romeu Zema (Novo), de quem era vice. Segundo deputados do PL, não haveria espaço para Flávio.
O acordo foi selado nesta terça, quando deputados do PL estiveram com Cleitinho em seu gabinete no Senado e, em seguida, se reuniram com Flávio Bolsonaro e o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), para avalizar o acerto. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) participou de todas as conversas.
A aliança entre Cleitinho e o PL representa um revés para o presidente Lula (PT), que ainda não tem um candidato no estado que representa o segundo maior colégio eleitoral do país.
Mas esse não foi o único percalço do petista em relação à campanha em Minas Gerais nesta terça. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), principal aposta de Lula no estado, afirmou ao presidente do PT, Edinho Silva, que não pretende ser candidato ao governo de Minas Gerais.





