
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou cinco meses de prisão na última quinta-feira (23). Preso desde 23 de novembro do ano passado, o político acumula altos e baixos no período marcado por internações, pedidos negados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prisão domiciliar.
O ex-mandatário chega aos 150 dias diante da necessidade de um novo procedimento cirúrgico. De acordo com pedido apresentado pela defesa ao STF, o político deve passar por um procedimento no ombro em decorrência de lesões causadas por uma queda sofrida em janeiro, quando estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A cirurgia pode ocorrer ainda nesta sexta-feira ou no sábado (25). Segundo especialistas, o procedimento exige atenção, sobretudo no período pós-operatório.
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Em 6 de janeiro, Bolsonaro passou mal na cela. À época, a equipe médica informou que ele sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve após cair durante o sono e bater a cabeça em um móvel. O episódio ocorreu seis dias depois de um procedimento realizado para para tratar hérnia e um quadro de soluços.
Aos 71 anos, Bolsonaro tem um quadro de saúde delicado. Apesar de ter registrado melhoria clínica nos últimos meses, ele ainda enfrenta complicações relacionadas a comorbidades intestinais e respiratórias. Relatórios médicos enviados ao STF indicam que a pressão arterial está controlada, embora ele ainda apresente queixas de fadiga e cansaço, com melhora discreta.
Quanto aos episódios de soluço, Bolsonaro segue em tratamento após cirurgia. Ele é acompanhado por fisioterapeutas e nutricionistas para evitar riscos de fibrose pulmonar. Vale lembrar que ele foi internado no hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março, por questões renais e pulmonares.

Durante esse período, ele chegou a ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido à gravidade da infecção pulmonar e problemas de função renal, mas apresentou melhora progressiva até receber a autorização para continuar o tratamento em domicílio.
Manifestações
A marca dos cinco meses de prisão foi acompanhada por manifestações públicas de aliados e familiares nas redes sociais. Um dos que se pronunciaram foi o filho do ex-presidente e pré-candidato ao Senado, Carlos Eduardo Bolsonaro (PL). Em publicação, ele afirmou que “o maior líder político do Brasil, escolhido pelo voto e pelo amor do povo, segue privado de sua liberdade de forma covarde e injustificável”.
Segundo ele, são cinco meses de “dor, indignação e revolta”. “É impossível aceitar em silêncio. Enquanto tantos criminosos perigosos caminham livres pelas ruas, Bolsonaro permanece preso, vítima de uma perseguição escancarada e de um sistema que insiste em agir com dois pesos e duas medidas”, escreveu.
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Em outro trecho, acrescentou: “A verdade jamais será acorrentada. A justiça dos homens pode falhar, mas a de Deus nunca falha. (…) Tenho fé de que montanhas serão movidas, portas se abrirão e em breve veremos novamente o senhor sorrindo, de cabeça erguida, Presidente. O povo de bem não desistiu do senhor.”
Entre as manifestações, também repercutiu uma publicação do pré-candidato a deputado federal Padre Kelmon. Possível concorrente na disputa por São Paulo, Kelmon exibe cartazes escritos à mão com mensagens de apoio ao ex-presidente. O vídeo foi publicado nas redes sociais. No texto, ele afirma que Bolsonaro é “uma vítima do sistema” e questiona se deve “denunciar as perseguições, hipocrisias, mentiras e corrupções”, como Jesus fazia, “ou se calar”. A gravação é encerrada com a mensagem: “Bolsonaro livre”. Confira o vídeo:
Por Mais Goiás

