Dono da panificadora Fiorella, Carlos Luiz de Sá promovia eventos e ajudava famílias carentes
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O empresário de Trindade, Carlos Luiz de Sá, de 53 anos, dono da panificadora Fiorella, que foi assassinado na noite de terça-feira (25) por um ex-funcionário e um comparsa, era conhecido por sua generosidade e dedicação à mãe. Vizinhos ouvidos pelo Mais Goiás apontam que o empreendedor era querido na região do Trindade II e descrito por comerciantes e clientes como um homem dedicado à família. Sem filhos, ele cuidava da mãe, de mais de 90 anos, diagnosticada com Alzheimer.
Frequentadores da Fiorella, localizada na Avenida Araguaína, no Maysa 2, próximo ao Colégio Estadual da Polícia Militar Pedro Ludovico Teixeira, destacam o jeito acolhedor do empresário. Segundo os relatos, o homem fazia questão de receber os clientes com um sorriso. Em datas festivas, ele promovia eventos para a comunidade, além de realizar doações frequentes para famílias carentes e creches da região.
Carlos era religioso e ajudava a ministrar missas e novenas, e estava presente para auxiliar e levar uma palavra de conforto e fé em velórios de conhecidos. Ana Ferreira, cliente da panificadora da vítima, lamentou a morte do empresário. “Eu compro aqui há dois anos e sempre, todos os domingos, venho com minha família tomar café. É muito agradável o ambiente, tem muitas variedades, tudo feito na hora, produtos novos e deliciosos. Não será mais a mesma coisa”, lamentou.
Uma comerciante que trabalha em frente à padaria descreveu a vítima como uma pessoa bondosa e religiosa. “Ele vinha aqui comprar algo no supermercado ou então eu ia lá comprar lanches. Era muito querido, generoso e atencioso. Estamos todos em choque com o que aconteceu. Quando soube, fiquei consternada pela família. Muito triste essa situação.”
Família de empresário de Trindade que foi assassinado busca respostas: “Estamos tentando entender”
O Mais Goiás esteve na panificadora e conversou com um dos irmãos da vítima, Sebastião dos Reis. “Estamos tentando entender o que aconteceu. Eu nem ia abrir hoje, mas o padeiro estava com pão no forno. Resolvemos ficar por algumas horas. No momento, nossa família só quer saber das investigações e providenciar o que for necessário”, disse.
Durante toda a manhã, amigos e vizinhos passaram pelo local para prestar homenagens. A família ainda não confirmou onde será o velório e o enterro. “Ainda não confirmaram se encontraram o corpo do meu irmão, não sabemos de nada, além de que uma pessoa foi presa e a polícia procura o outro que participou do crime”, declarou.
Por Mais Goiás