Artigo de opinião | Folha do Comércio
São quase 24 anos de atuação parlamentar, primeiro como deputado estadual e depois como senador pelo Rio de Janeiro. Nesse período, ele apresentou propostas, participou de votações e defendeu posições públicas. Cabe ao eleitor perguntar: o que dessa atuação produziu resultados concretos? Quais problemas ajudou a resolver? E o que seu histórico indica sobre sua capacidade de governar o país?
A segurança pública torna essas perguntas ainda mais necessárias. Flávio promete combater o crime organizado e tem atuação legislativa relacionada ao tema. Mas prometer rigor é diferente de demonstrar eficácia. O Rio de Janeiro, estado que ele representou ao longo de sua carreira, continua enfrentando o poder de facções e milícias. O candidato precisa explicar quais medidas defendeu, que efeitos tiveram e como pretende fazer suas propostas funcionarem em escala nacional.
Seria injusto afirmar que ele não fez nada ou reduzir toda a sua carreira a um número isolado de projetos aprovados. Seria igualmente errado dispensá-lo de prestar contas por ser filho de um ex-presidente. O debate público exige precisão nas críticas e respostas claras dos candidatos.
O voto é livre, inclusive para quem escolhe Flávio Bolsonaro. Mas uma escolha consciente pede mais do que lealdade familiar ou identificação ideológica. Pede a disposição de comparar promessas com resultados. Nenhum sobrenome deveria substituir essa avaliação.
