Eleições RJ: PL define chapa pura após desembarque aliado – 04/08/2026 – Política – Blog Folha do Comercio

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Eleições RJ: PL define chapa pura após desembarque aliado – 04/08/2026 – Política

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O PL definiu nesta terça-feira (4) os últimos nomes para compor a chapa pura no Rio de Janeiro que servirá de palanque ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em sua disputa pela Presidência. A decisão foi tomada após o desembarque de siglas da aliança no estado.

O deputado federal Carlos Jordy (PL) tenta uma vaga no Senado e Fernanda Louback (PL), vereadora de Niterói, foi escolhida como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL).

Os nomes foram definidos após a federação formada pela União Brasil e o PP decidir não integrar a chapa do PL no estado. O palanque de Flávio Bolsonaro em sua base eleitoral fica, portanto, sem alianças formais, assim como tende a ocorrer com sua candidatura presidencial.

A chapa no Rio de Janeiro foi a primeira apresentada formalmente por Flávio em seu gabinete, em fevereiro. Três dos quatro aliados deixaram o palanque.

“No Rio de Janeiro, é importante a política estar unida. A ala ideológica está representada por mim. Começou pelo Rio de Janeiro porque as conversas estavam avançadas e este era o momento correto para fazer esse anúncio”, disse o senador na ocasião.

O ex-governador Cláudio Castro (PL) desistiu de concorrer ao Senado, em maio, após ser alvo de duas operações da Polícia Federal sob suspeita de vínculos ilegais com o empresário Ricardo Magro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele já tinha a pré-candidatura fragilizada em razão da condenação a inelegibilidade imposta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O ex-deputado Márcio Canella (União Brasil) anunciou na segunda-feira (3) que também saiu da corrida por uma cadeira no Senado após ser alvo de outra operação da PF, sob suspeita de lavagem de dinheiro em postos de gasolina. Ele vai tentar novo mandato na Alerj.

Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, já havia, há uma semana, desistido de compor a vaga de vice de Ruas.

O PL já havia escolhido o senador Carlos Portinho (PL) como substituto de Castro na chapa. O partido de Flávio ainda aguardava a decisão do União Brasil e PP sobre a aliança no estado, que foi tomada na segunda-feira.

A relação entre Flávio e os aliados que desembarcaram do palanque não é boa. Canella se viu sem apoio do presidenciável. Após a operação da PF em que o ex-deputado foi preso em flagrante por portar um fuzil, o senador determinou que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, não fosse mais indicada como primeira suplente caso o aliado insistisse na candidatura ao Senado.

Mesmo com a revogação da prisão e do uso de tornozeleira eletrônica, o senador manteve a decisão em relação à mãe e indicou que não queria a manutenção de Canella na chapa. Rogéria vai disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

A ausência de alianças também impacta no cálculo do tempo de TV de Ruas. As propagandas são importantes para ampliar o conhecimento do deputado junto ao eleitorado. Apesar de ter sido o terceiro mais votado para a Alerj em 2022, o deputado é pouco conhecido fora de sua base eleitoral, em São Gonçalo e municípios vizinhos.

A fragilização do palanque do PL, porém, vem desde o ano passado. O plano original do partido era lançar o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil), como candidato ao governo. Ele foi substituído após ser preso sob acusação de vazar informação sobre a operação contra um deputado ligado ao Comando Vermelho.



Fonte https://redir.folha.com.br/redir/online/poder/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/pl-define-chapa-pura-no-rj-apos-desembarque-em-palanque-de-flavio-bolsonaro.shtml

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