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Motivo de embate entre Câmara e Paço, Pafus avança e segue para sanção do prefeito

Programa que descentraliza recursos para unidades de saúde foi alvo de tensão entre Executivo e Legislativo nas últimas semanas

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O Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), que se tornou pivô de uma “guerra fria” entre o Paço Municipal e a Câmara de Goiânia, foi aprovado em definitivo na terça-feira (12/5). A proposta segue agora para sanção do prefeito.

O projeto institui um novo modelo de gestão para as unidades da rede municipal de saúde. Ele permite a descentralização da execução orçamentária de despesas de pequeno valor destinadas à manutenção e ao funcionamento de CAIS, Ciam’s, UPA’s e postos de saúde. Os recursos serão oriundos do Fundo Municipal de Saúde e movimentados em contas específicas vinculadas ao próprio fundo.

SAIBA MAIS:

A tramitação da matéria foi marcada por tensão política. O Executivo avaliou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) estaria retardando a análise do projeto. Diante disso, chegou a cogitar a utilização de instrumentos regimentais para avocar a proposta, ou seja, retirá-la da comissão, submetendo o texto à análise de um outro colegiado ou ao plenário. A comissão é presidida pelo vereador Luan Alves (MDB), da oposição ao prefeito Sandro Mabel (UB).

Após articulações internas, no entanto, a base do prefeito recuou da estratégia. Conversas entre o líder do Governo na Câmara, Wellington Bessa (Mobiliza), a secretária municipal de Governo, Sabrina Garcez, e o presidente da CCJ garantiram o andamento normal da matéria até a votação.

Mudanças

Com a aprovação, as unidades passarão a ter maior autonomia para adquirir materiais, contratar fornecedores e executar pequenos reparos sem a necessidade de processos licitatórios conduzidos pela administração municipal. A fiscalização dos gastos ficará a cargo dos conselhos de saúde, sem prejuízo da atuação do grupo junto ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Após aprovação do texto em plenário, matéria volta ao Executivo para sanção do prefeito de Goiânia (Foto: Divulgação/Câmara Municipal)

O prefeito em exercício, Anselmo Pereira (MDB), acompanhou a votação do texto em plenário ao lado de auxiliares da gestão e afirmou que vai sancionar a lei assim que ela chegar à mesa. “O projeto que chegar lá no gabinete, se eu estiver lá, vou sancionar. É um projeto que tem pressa. Ele tem pressa desse dinheiro chegar, e tenho certeza que o Mabel, democraticamente, vai dizer: sancione e publique. Inclusive, devo fazer um ato lá com toda a assistência social, para que isso contamine todas as ações das demais secretarias”, declarou Pereira.

No comando

O vereador, que é 1° vice-presidnete do Poder Legislativo municipal, assumiu o comando do Executivo em razão das viagens do prefeito Sandro Mabel (UB) e do presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania). A vice-prefeita, Claudia Lira, se recusou a assumir o cargo porque vai se candidatar nas eleições deste ano.

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O secretário municipal de Saúde, Luiz Pelizzer, destacou os impactos práticos da mudança. “A partir de agora, se uma lâmpada queimar na segunda, quarta-feira ela estará trocada. Se aparecer uma goteira na segunda, quinta-feira ela estará resolvida. A porta quebrou, na sexta-feira a unidade terá uma porta nova”, exemplificou.

“Com isso, as unidades ficarão mais bonitas, mais humanas e farão com que a população seja melhor atendida e acolhida”, disse.

A aposta da gestão municipal é que a autonomia financeira traga respostas mais rápidas às demandas cotidianas das 117 unidades da rede, reduzindo a burocracia e agilizando serviços considerados essenciais para o atendimento à população.

Por Mais Goiás

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