
Integrantes da articulação política do PT no Congresso elaboraram uma lista com os nomes de parlamentares que poderiam contribuir para a aprovação de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre eles, constava o nome do senador por Goiás e presidente do PL no estado, Wilder Morais. A indicação de Messias acabou sendo vetada pelo Senado, por sete votos a menos que o mínimo necessário.
O senador do PL goiano, no entanto, não votou nem a favor nem contra a indicação de Messias. Ele não compareceu ao plenário para registrar seu voto e apareceu logo após o encerramento da votação, quando gravou um vídeo em comemoração ao resultado.
Após a repercussão negativa entre integrantes e apoiadores do PL, Wilder publicou um novo vídeo para justificar a ausência. Depois de afirmar que “errou no tempo”, acrescentou que “a sabatina na CCJ durou mais de cinco horas e a votação no plenário durou cinco minutos”.
Segundo ele, sua chegada ao plenário ocorreu “logo em seguida” à votação que barrou Messias. “Esse é o fato. Errei no tempo, mas não no meu posicionamento”. Ele concluiu: “Estão dizendo por aí que não fui votar porque eu era a favor do outro lado. É mentira. Em novembro do ano passado já me posicionei contra a indicação do ministro”.
O senador foi procurado pela reportagem do Mais Goiás, mas até o momento não houve retorno. O espaço seguirá aberto para posicionamento.
Outros nomes
A lista, obtida pelo jornalista Octavio Guedes, da GloboNews, também incluía outros representantes do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o presidenciável Flávio Bolsonaro. O documento trazia nomes de outros seis senadores do PL que, assim como Wilder, poderiam, ou não, apoiar o governo Lula na votação. São eles: Romário, Izalci Lucas, Marcos Rogério, Wellington Fagundes, Styverson Valentin e Zequinha Marinho.
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Além desses, nomes emblemáticos como o de Ciro Nogueira, que, embora não pertença ao PL, foi ministro da Casa Civil de Bolsonar; de Tereza Cristina, que comandou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no mesmo período, e de Rodrigo Pacheco também figuravam na lista.
Ao todo, o documento apontava 45 nomes considerados votos certos a favor da indicação de Messias. Nesse grupo constava até senador do PL do Tocantins, Eduardo Gomes. Na projeção do PT, além dos 45 votos favoráveis, 21 parlamentares estariam indecisos e 17 seriam contrários ao nome indicado para o cargo.

Na prática, porém, o que se viu foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de 100 anos, com mais de 40 votos contrários. O resultado registrou 34 votos favoráveis e 42 contrários. O número é muito superior aos 17 votos negativos estimados pelos articuladores do PT na Casa.
Por Mais Goiás





