
O ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, Roberto Brant, foi escolhido para elaborar o plano de governo que será apresentado pelo presidenciável e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Nome tradicional da política, Roberto Brant é mineiro, e foi deputado federal entre 1987 e 2007. Durante esse período, assumiu o Ministério da Previdência e Assistência Social no governo FHC. Em sua trajetória, Brant também tem passagem registrada pela secretaria da Fazenda de Minas Gerais.
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Advogado, ele disputou sua primeira eleição em 1986, quando se candidatou a deputado federal e obteve mais de 70 mil votos, garantindo vaga na Câmara dos Deputados com base eleitoral considerada ampla.
Um dos marcos de sua trajetória foi a participação na fundação do Partido Social Democrático (PSD), ao lado de Gilberto Kassab, legenda que atualmente abriga Caiado e serve de base político-eleitoral para sua projeção nacional em 2026.
Mesmo após deixar cargos públicos, Brant continuou atuando no debate político por meio de artigos publicados em jornais e revistas. Em seus textos, manifesta posição crítica à polarização em torno dos nomes de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.
Roberto defende a construção de um ‘caminho do meio’ como alternativa à divisão política. Ele aponta que a crise brasileira está relacionada, sobretudo, a um problema institucional provocado pelo mau funcionamento dos Poderes.
Linha caiadista
O discurso converge com a versão adotada por Caiado, que se afastou do governo de Goiás em abril deste ano para disputar a presidência da República. Embora evite rotular sua candidatura como “terceira via”, o ex-governador tem se apresentado como alternativa à polarização política.
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Há menos de um mês, Caiado afirmou à imprensa que a polarização “está chegando a um grau insustentável” no país. “O brasileiro não tem esse traço na sua personalidade e no seu dia a dia. É isso que eu posso mostrar com a trajetória que acumulei e que cheguei ao segundo mandato com aprovação de 88%”, declarou.
Caiado também defendeu que a governabilidade depende da pacificação política. “Não se governa com enfrentamento, se governa construindo a paz. Brigando todo dia não chega a lugar nenhum. O importante é mostrar para o Brasil que o próximo presidente vai ganhar do Lula no segundo turno. Não podemos cometer a mesma falha que o PL cometeu”, afirmou.
À direita
Apesar do discurso conciliador, o pré-candidato tem sinalizado posições que dialogam com setores mais à direita do eleitorado. Em entrevistas, reiterou que o PT seria “conivente com o crime organizado” e prometeu que, caso eleito, seu primeiro ato será promover uma anistia ampla, geral e irrestrita, inclusive ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma mostra que a partir dali, eu vou cuidar das pessoas. Posso afirmar a todos vocês que a polarização não é um traço da política nacional”, disse. Caiado foi oficializado como nome do PSD na disputa nacional no dia 14 de março. .
Por Mais Goiás

