
Um dia após a descoberta do corpo da adolescente Beatryz Emilly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, em Britânia, dois homens foram presos por incendiar a residência do casal apontado como responsável pelo assassinato da jovem — o tio de consideração, Paulo Fagundes de Oliveira, e a esposa dele, que é ex-esposa do avô da vítima. O corpo foi encontrado na terça-feira (20/1), um dia depois do desaparecimento da menina, que havia sido vista pela última vez ao sair de casa para visitar os suspeitos.
De acordo com a Polícia Militar, os dois detidos atearam fogo na residência onde o homicídio teria ocorrido, colocando moradores da região em risco e ampliando a comoção social gerada pelo caso. A corporação foi acionada e conseguiu localizar e prender os autores do incêndio, que foram encaminhados à delegacia onde ficaram à disposição da Justiça.
Ao ser preso, um dos suspeitos, conhecido pelo apelido de “Preá”, afirmou a um policial militar que incendiou a residência porque o morador “estava lhe devendo” e também por revolta diante do que teria acontecido com a adolescente.

O imóvel incendiado era alugado pelo casal apontado como responsável pela morte de Beatryz. Paulo confessou informalmente o crime à polícia e afirmou que contou com a ajuda da esposa para ocultar o corpo da adolescente.
Cova rasa
O corpo da jovem foi encontrado enterrado no quintal da residência, em uma cova rasa, após vizinhos relatarem movimentação suspeita e barulho de escavação durante a madrugada. A Polícia Técnico-Científica e o Corpo de Bombeiros foram acionados para realizar a retirada do corpo e a perícia no local.
Segundo a Polícia Militar, a adolescente foi morta a pauladas e enterrada de cabeça para baixo. A Polícia Civil investiga ainda se houve violência sexual antes do assassinato, hipótese que não foi confirmada até o momento.
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Suspeitas e alegações
Paulo afirmou à polícia que matou a adolescente após uma discussão, apresentando versões diferentes: em uma delas, disse que a jovem respondeu de forma ríspida ao ser solicitada a organizar documentos; em outra, alegou que ela se recusou a ajudá-lo a consertar um celular.
A esposa do principal suspeito, que foi esposa do avô de Beatryz, também foi presa, mas inicialmente negou envolvimento no crime. Antes de ser localizada, ela tentou deixar Britânia com a ajuda da filha, com destino à cidade de Jussara, segundo informou a Polícia Militar.
No entanto, a Polícia Civil afirmou que a mulher teve participação ativa no assassinato da adolescente. Conforme as investigações, ela teria incentivado o companheiro a prosseguir com as agressões e ajudado a esconder o corpo. A suspeita foi encontrada em Jussara e presa pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
As investigações continuam para esclarecer a motivação, a dinâmica dos fatos e a eventual participação de outras pessoas.
Por Mais Goiás

