Líder do PT quer antecipar cassação de Eduardo por faltas – 14/11/2025 – Painel – Blog Folha do Comercio

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Líder do PT quer antecipar cassação de Eduardo por faltas – 14/11/2025 – Painel

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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou um projeto de resolução para tentar antecipar a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro por excesso de faltas, algo que, pelas regras atuais, só deve ocorrer a partir de março do ano que vem.

Atualmente, o filho 03 de Jair Bolsonaro (PL) já acumulou cerca de 70% de faltas, segundo contas da assessoria do PT. A Constituição prevê a perda de mandato do parlamentar que faltar a um terço das sessões ordinárias do ano, salvo licença ou missão oficial.

O ato da Mesa 19/2017, que trata da contabilização de faltas para cumprimento da regra constitucional, estabelece que a Mesa da Câmara analisará a partir de 5 de março de cada ano relatório de frequência elaborado pela área técnica com a assiduidade dos deputados no ano anterior.

O projeto de Lindbergh determina que a verificação da assiduidade parlamentar será realizada de forma contínua e cumulativa durante a sessão legislativa, com base nos registros eletrônicos de presença nas sessões deliberativas.

Segundo o texto, a SGM (Secretaria-Geral da Mesa) vai elaborar relatórios mensais de acompanhamento da frequência parlamentar, com base nos dados do site da Câmara dos Deputados. Isso serviria para alertar a Presidência sobre eventuais riscos de descumprimento do limite constitucional de faltas.

O relatório final seria publicado pela SGM no dia 5 de dezembro e teria a indicação dos parlamentares que ultrapassaram o limite de um terço de ausências não justificadas. O documento, então, seria encaminhado à Presidência da Câmara para que seja instaurado, de ofício, o procedimento de declaração de perda de mandato.

Além disso, o projeto afirma que se for verificada, em qualquer momento da sessão legislativa, a falta de assiduidade consumada, ou seja, a impossibilidade matemática de reverter o limite constitucional de faltas, a Presidência também deverá abrir processo para perda do mandato de forma imediata.

Lindbergh afirma que a medida reforça a moralidade administrativa, a transparência e o uso responsável de recursos públicos. “A Constituição é clara: assiduidade é dever e sua violação acarreta perda de mandato. Não cabe à Câmara flexibilizar isso. Nosso projeto garante que o Parlamento seja exemplo de respeito às regras, fortalecimento institucional e compromisso com o serviço público”, diz.

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Fonte https://redir.folha.com.br/redir/online/poder/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/11/lider-do-pt-quer-mudar-regra-para-antecipar-cassacao-de-eduardo-bolsonaro-por-faltas.shtml

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