O papa Leão XIV renovou seu apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza em resposta ao ataque
Um projétil israelense atingiu o complexo da única igreja católica da Faixa de Gaza na quarta-feira, 16, matando duas pessoas e ferindo várias outras, de acordo com testemunhas e autoridades da igreja. Entre os feridos estava o padre da paróquia, que se tornou um amigo próximo do papa Francisco nos últimos meses de vida do pontífice.
O bombardeio da Igreja Católica da Sagrada Família em Gaza também danificou o complexo da igreja, onde centenas de palestinos têm se abrigado da guerra.
O papa Leão XIV renovou seu apelo por um cessar-fogo imediato em Gaza em resposta ao ataque, segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 17.

Em um telegrama de condolências pelas vítimas enviado pelo número 2 do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, o papa expressou “sua profunda esperança por diálogo, reconciliação e paz duradoura na região.” Leão XIV ficou “profundamente entristecido ao saber da perda de vidas e dos ferimentos causados pelo ataque militar”, e expressou sua proximidade ao Reverendo Gabriele Romanelli.
Romanelli era muito próximo do falecido papa Francisco e os dois conversavam com frequência durante a guerra em Gaza.
O complexo da igreja estava abrigando tanto cristãos quanto muçulmanos, incluindo um número de crianças com deficiências, de acordo com Fadel Naem, diretor interino do Hospital Al-Ahli, que recebeu os mortos e as pessoas feridas.

Mortos e feridos
A organização de caridade católica Caritas Jerusalém disse que o zelador da paróquia, de 60 anos, e uma mulher de 84 anos recebendo apoio psicossocial dentro de uma tenda da Caritas no complexo da igreja foram mortos no ataque. O padre da paróquia, Romanelli, ficou levemente ferido.
O Exército israelense disse que está ciente dos danos causados na igreja e está investigando. Em um comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) apontaram que fazem “todo o esforço possível para mitigar danos a civis e estruturas civis, incluindo locais religiosos, e lamentam qualquer dano causado a eles.”
Já o ministério das Relações Exteriores de Israel publicou um pedido de desculpas nas redes sociais. “Israel expressa profundo pesar pelos danos à Igreja da Sagrada Família na Cidade de Gaza e por qualquer vítima civil”, afirmou o ministério.
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Segundo o diretor interino do Hospital Al-Ahli, a igreja fica em uma região que é constantemente atacada pelo Exército de Israel. Tel-Aviv alega que o grupo terrorista Hamas opera em áreas civis.
Apenas 1.000 cristãos vivem em Gaza, um território amplamente muçulmano, de acordo com o relatório de liberdade religiosa internacional do Departamento de Estado dos EUA para 2024. O relatório afirma que a maioria dos cristãos palestinos são gregos ortodoxos./com AFP
Por Estadão

