Direita e Esquerda: Unidas na Corrupção e no Saque ao INSS
Por Redação – Jornal Folha do Comércio
Por décadas, a política brasileira foi apresentada à sociedade como um embate feroz entre direita e esquerda — dois campos ideológicos supostamente inconciliáveis. Contudo, quando o foco se volta para os bastidores do poder e, especialmente, para os escândalos envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), percebe-se que essa rivalidade é, muitas vezes, mera encenação. A corrupção, infelizmente, não distingue ideologia.
Os casos de fraudes no INSS atravessam governos de diferentes orientações políticas. O que deveria ser um dos pilares da proteção social no país, tornou-se campo fértil para a ação de quadrilhas formadas por servidores, atravessadores e agentes públicos. A destruição silenciosa do sistema previdenciário tem como cúmplices representantes tanto da esquerda quanto da direita, unidos não por ideais, mas pelo mesmo apetite voraz por poder e dinheiro.
A cada operação da Polícia Federal ou relatório do Tribunal de Contas da União, emerge uma nova engrenagem desse esquema perverso: aposentadorias fraudulentas, benefícios concedidos a mortos, uso político de cargos em troca de favores, e repasses bilionários sob o manto da impunidade. Enquanto o trabalhador brasileiro se vê obrigado a contribuir durante toda uma vida, parlamentares de todos os matizes se omitem — ou, pior, participam ativamente dos esquemas.
A corrupção no INSS não é apenas um desvio de verba; é um atentado social. Ela retira dos mais pobres o mínimo que lhes é garantido por direito. E o que se observa é a indiferença generalizada da classe política, para quem o colapso do sistema previdenciário parece ser apenas um dano colateral aceitável, desde que mantenha intacta a estrutura de poder e influência.
É tempo de amadurecimento cívico. O cidadão brasileiro precisa abandonar o falso conforto das paixões ideológicas e exigir integridade, seja de quem for. Ética pública não tem partido. O combate à corrupção deve ser inflexível, independente da cor da bandeira ou da narrativa de campanha. Caso contrário, seguiremos financiando privilégios com o suor de quem jamais será ouvido nos palácios de Brasília.
O Brasil que trabalha merece mais do que promessas. Merece respeito.





