O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), pediu nesta quinta-feira (10), numa medida emergencial, para que os prefeitos intercedam junto aos donos de supermercados e farmácias das cidades para que os servidores públicos de Goiás possam realizar compras e pagar assim que o pagamento de dezembro for realizado. O gestor, no entanto, ainda não deu uma data para que isso ocorra.

Caiado esteve em Jataí nesta manhã e se reuniu com integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintego).  Segundo a presidente regional do órgão em Jataí, Rosa Helena Lemes Oliveira Martins, alguns professores “estão com dificuldades até para comer”.

Na nota enviada pelo governo, Caiado disse que encontrou Goiás “quebrado, com uma dívida de R$ 3,4 bilhões e R$ 11 milhões em caixa, em situação de calamidade”, mas que tem que cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. “O ex-governador foi ainda mais longe. Ele deu uma pedalada ao não empenhar a dívida referente à folha de pagamento do mês de dezembro”.

Para o governador José Eliton “está querendo fugir de uma responsabilidade que é dele. Ele quis salvar o CPF dele e deixou o de vocês comprometido”, e complementou que “tem prefeito que não recebe o Fundo da Educação há 10 meses e está há 13 meses sem os repasses da saúde”.

Sobre a possibilidade de o Tesouro Estadual fazer um empréstimo para pagar os servidores, Caiado disse que não é possível “porque Goiás é o pior estado na avaliação do Tesouro Estadual”, com nota D, “interditado de receber aval da União para poder fazer empréstimos”.

O governador relatou que na próxima segunda-feira, 14, uma comitiva do Governo Federal, formada por integrantes do Tesouro Nacional e da Secretaria do Orçamento “fará o levantamento da realidade orçamentária do Estado de Goiás” para que seja encontrada uma solução.