O médium João Teixeira de Faria, de 76 anos, o João de Deus, foi condecorado em 2014 com a Medalha do Guardião do Estado de Goiás. O decreto foi publicado em 24 de julho do corrente ano pelo então governador Marconi Perillo. Além dele, outras 34 autoridades civis e 47 militares também receberam a homenagem.

De acordo com o decreto, a medalha é entregue para as “personalidades que desempenharam ações reconhecidas como abnegadas e de inestimável valor ou pelos bons e relevantes serviços prestados no desempenho de missões relacionadas à segurança de autoridades e instituições estaduais”.

Denunciado por centenas de mulheres pela prática de abuso sexual, o médium teve a prisão preventiva decretada na sexta-feira (14) e se entregou na tarde do último domingo (16). No início da noite foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

Na manhã desta segunda-feira (17), João de Deus recebeu a visita do advogado Ronivan Peixoto de Morais Júnior, que integra a sua defesa. Na ocasião, o jurista levou uma mala de roupas para seu cliente e remédios. No entanto, os medicamentos estavam sem embalagem e sem receita, o que não é aceito no local, e não puderam ser entregues. A visita durou certa de 30 minutos. O defensor deixou o presídio para adquirir os itens seguindo as normas da unidade e já retornou para entregá-los.

Na primeira noite detido, o líder da Casa Dom Inácio de Loyola teria jantado e “dormido bem”, segundo informações da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) e do próprio complexo. Nesta manhã, teria comido pão com manteiga e bebido achocolatado.

João de Deus está em uma área de segurança máxima em uma cela de 16 metros quadrados, dividida com outros três presos, todos advogados. O local é conhecido como Sala do Estado Maior, destinado a detentos juristas.